Sucesso na internet | Confira uma entrevista com Magno Formiga, criador do ‘CG da Depressão’

Confira uma entrevista com Magno Formiga, criador do ‘CG da Depressão’

Se você usa redes sociais, com certeza já se deparou com alguma postagem do CG da Depressão. O perfil faz sucesso entre os internautas de Campina Grande há mais de dois anos, sempre com sacadas criativas e bem humoradas. A repercussão é tão grande que o ‘CG da Depressão’ chega a pautar discussões sobre os mais diversos assuntos que envolvem a cidade.

O ‘CG da Depressão’ tem mais de 4 mil seguidores no Twitter e mais de 2,5 mil no Instagram. Mas é no Facebook onde os posts repercutem mais: a fanpage acaba de ultrapassar a marca de 40 mil curtidas.

Toda essa gente está interessada numa visão crítica, e ao mesmo tempo divertida, do que acontece em Campina Grande. Pode ser um flagrante registrado nas ruas, um personagem famoso ou até mesmo comparações inusitadas. Mas nem só de humor vive o ‘CG da Depressão’. Com frequência encontramos informações de utilidade pública e alertas sobre os problemas da cidade.

Muita gente se pergunta: quem está por trás disso tudo? O Grande Campina conversou com o criador da página mais comentada da cidade. Trata-se do jovem Magno Formiga, que tem 23 anos e é fisioterapeuta formado pela UEPB. Ele aproveita suas horas vagas para criar e moderar o conteúdo do ‘CG da Depressão’. Confira a entrevista:


Grande Campina - Internet é o lugar perfeito para o humor. Quando você percebeu que fatos envolvendo Campina Grande poderiam render conteúdo do estilo “Depressão” nas redes sociais?

Magno Formiga - Eu criei o CG da Depressão sem muitas pretensões no início de 2011, inspirado pelo famoso viral gringo Depression Dog. Campina é uma cidade criativa, cheia de cultura e peculiaridades, então logo vi nesta ideia uma oportunidade de satirizar o nosso cotidiano e características. Foi questão de semanas para a página acumular de cara centenas de seguidores. Agora, mais de 45.000 estão conectados ao ‘CG’ através do Twitter, Facebook e Instagram.

GC - Várias vezes encontramos posts que vão além da proposta inicial do CG da Depressão, como denúncias de irregularidades em serviços e locais públicos ou até mesmo informações que acabam ajudando outras pessoas. Como você percebeu que poderia usar a página não apenas para fazer rir? 

MF - A princípio, a ideia era realmente apenas rir do que não estava certo por aqui, mas quando notei que as piadas que eu postava acabavam originando debates sociais na página, eu vi em minhas mãos uma forte ferramenta de denúncia pública. Divulgo sempre que posso campanhas locais, como as de incentivo à doação de sangue, adoção de animais, protestos, informações sobre o trânsito, segurança, clima, dentre outros. Fico feliz quando vejo que acabei ajudando a população de alguma forma através da página.

GC - A partir de que momento o CG da Depressão deixou de ser um perfil anônimo nas redes sociais e você se apresentou como moderador da página? Houve algum receio de sua parte?

MF - A curiosidade em saber quem era a pessoa por trás do CG da Depressão acabou ajudando a divulgar a página. Escutava pessoas em fila de banco, ônibus e mesas de bar comentando as publicações e se perguntando quem seria o responsável por elas. Com o tempo, acabei contando a alguns amigos e a notícia se espalhou. A identidade do ‘CG’ definitivamente não é mais um segredo. O único problema de não ter mais este anonimato é que acabam me confundindo com o personagem ‘CG da Depressão’. Por tentar manter uma imparcialidade na página, acabo postando coisas que eu nunca publicaria em meu perfil pessoal, por exemplo.

GC - Vamos falar sobre números? Você se lembra quais são os recordes de compartilhamentos e de alcance dos posts?

MF - Há várias postagens com milhares de compartilhamentos, curtidas e comentários. Esses números variam dependendo da quantidade de publicações no mês, mas segundo dados do próprio Facebook, a página alcança em média 420 mil pessoas por semana. Acho que dá para lotar alguns Parques do Povo. (risos)

GC - Você deve receber muitas sugestões dos internautas. Que critérios usa para decidir o que pode ou não render um post no CG da Depressão?

MF - Eu recebo muito material, mas só publico mesmo o que eu considero interessante ou engraçado o suficiente. Tenho muito cuidado com o que vai ao ar, com as legendas e qualidade das imagens. Acho que este é o grande diferencial da página, pioneira neste estilo por aqui.

GC - Quem mexe com humor sempre se depara com gente que entende mal as piadas ou leva alguma expressão a sério demais. Isso acontece com frequência no CG da Depressão?

MF - Devido às proporções que a página tomou, sempre há um ou outro que interprete o que foi postado de uma maneira equivocada. Às vezes publico uma bobagem, mas que é deturpada por alguns e a polêmica está montada. Já cheguei inclusive a ser ameaçado se não retirasse uma publicação do ar, por exemplo, mas aí os próprios seguidores me defendem.

GC - No início do CG da Depressão, o público era formado praticamente por jovens estudantes, mas hoje a coisa tomou uma dimensão muito maior. Você acha que é possível traçar um perfil do seguidor da página?

MF - Acompanho sempre os comentários, quem curte e compartilha as postagens, e o que eu noto é que não há mais um público específico. Pessoas de todas as idades e classes sociais acabam achando a página relevante, o que acho incrível.

GC - Quem dedica tanto tempo para falar sobre Campina Grande só pode gostar muito dela, não é? Mesmo provocando discussões e até fazendo piada sobre os problemas locais, você se considera um apaixonado pela cidade?

MF - Eu sou de Coremas, alto sertão paraibano, mas fui adotado há 10 anos por Campina Grande. Vim aqui em busca de oportunidades, como tantas outras pessoas, acabei sendo muito bem acolhido e me sinto parte desta multidão louca pela Rainha da Borborema. Posso dizer que o melhor da minha vida aconteceu e acontece por aqui.


Veja alguns dos posts que repercutiram no CG da Depressão:

CG da Depressão

CG da Depressão

CG da Depressão

CG da Depressão

CG da Depressão

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Imagens: Reprodução / CG da Depressão
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